Receita mais simples do que essa é impossível.
Gosto de contar as circunstâncias em que a receita foi criada. Era um dia que a geladeira estava quase vazia e a preguiça era grande, só uma Euvira de verdade sabe como é isso.
Eu tinha que fazer alguma coisa pra comer, e contava com arroz e uma bandeja com coxas de frango: é difícil criar nessa situação.
Aí eu temperei as coxas, normalmente (eu faço um tempero batido no liquidificador e coloco em vidro na geladeira, quebra o maior galho e é bem gostoso), e botei pra refogar bem na panela de pressão. Antes de fechar a panela para dar aquela cozidinha, ainda voltei à geladeira pra ver se não havia me escapado nada: não havia nem uma batatinha, nenhuma cenoura, vagens, nada. Difícil. Dei uma olhada na fruteira, e peguei duas maçãs, cortei em quatro, tirei as sementes e coloquei pra última refogada com casca e tudo. Botei um pouquinho de água e fechei a panela. Esperei dar o sinal de pressão e desliguei.
Ficou muito gostoso! O frango ficou bem delicado e as maçãs ficaram quase inteiras. Sobrou também um molhinho espetacular...
Em outras ocasiões, eu variei, aumentando a quantidade de cebola, ou alho, salsinha ou mesmo louro. Para o meu paladar, a receita original é a que ficou melhor; as maçãs são muito delicadas e ficam mais saborosas se não pegarem demais os aromas dos outros temperos. Tentei também tirar a casca das maçãs, mas elas se dissolvem e não fica tão bom.
Deu pra entender né Euvira?
4 coxas de frango
2 maçãs
1 colher de sopa de ‘tempero caseiro’ ou ‘tempero da vovó’
1 fio de azeite (aprox. duas colheres de sopa)
Tempere as coxas de frango, deixe uns 15 minutos e coloque para refogar em panela de pressão (se for com anti-aderente(*), melhor). Acrescente as maçãs cortadas em 4 sem semente no final do refogado, mexendo com cuidado para que as maçãs peguem o tempero e sem deixá-las quebrar. Feche a panela e aguarde até o sinal da pressão. Desligue e espere terminar o sinal. Tire da panela com cuidado, com uma escumadeira ou colher de pau.
Sirva com arroz e harmonize com uma taça de cabernet-sauvignon.
(*) como se escreve 'anti-aderente', agora?
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sábado, 27 de novembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
Penne com berinjela e ricota
Filhas de Deus! Povos e povas desse mundão que eu amo!
Depois de muitos convites, combinações e furos, conseguimos fazer uma pequena reunião e matar um pouco da saudade dessas Euviras queridas. O acaso resolveu dar uma mãozinha: essa sexta feira estava tranquila e eu queria um pretexto para fazer, mais uma vez, a receita “premiada” de macarrão com berinjela que me mandaram no Intercâmbio de Receitas. Aí a Mercedes apareceu nos emails e terminamos combinando.
Vocês sabem. Não é chato fazer comida só pra si e nem dá preguiça, é que não dá motivação. Vocês acham que eu abro uma garrafa de vinho pra tomar todinha, só eu? É claro que (sim) não, né? No caso do vinho, a companhia pelo menos serve para a gente dividir a culpa.
Mas voltando ao macarrão. Na quinta feira à noite eu vou procurar a receita (sim, eu sou organizada) e percebo com apreensão que a dita cuja não estava onde eu pensei que estivesse (é, pelo menos eu acho que sou organizada). Aí montei uma operação de guerra e mandei uns 20 emails, pedindo a receita pra quem eu me lembrava de ter enviado. É claro que ninguém guardou a receita, e por sorte acabei achando a preciosidade em outro computador.
Assim, para evitar que se perca irremediavelmente, vou postar a receita. É muito simples, barata e pode ser opção para refeição com um único prato!
Ah, e não vai carne!
Ingredientes: (quantidades para seis pessoas)
1 pacote e um quarto de macarrão penne (sugestão – use o tricolor)
1 berinjela grande
1 ricota fresca
½ xícara de uva passa branca e ½ xícara de uva passa preta
1 xícara de azeitonas sem caroço
1 xícara de azeite de oliva
6 tomates pelados e picados em cubinhos não muito pequenos, 1 cebola picada, 3 a 4 alhos picados
1 xícara de caldo de carne
2 taças de vinho branco
manjericão
parmesão em lascas
Modo de fazer
1. Junte as uvas passas em uma panela e adicione uma taça de vinho. Deixe ferver até quase secar. Em um pirex fundo, coloque a berinjela cortada em cubinhos (eu descasco mas deixo umas tiras da casca porque fica bem bonitinho e o sabor é legal), a ricota esfarelada, as uvas passas com o fundinho de vinho, metade do azeite e metade do caldo de carne. Prove o sal. Misture bem e leve ao forno por uns 15 minutos, ou até a berinjela murchar e o caldo quase sumir.
2. É hora de ligar o fogo para a água do macarrão. Enquanto isso, junte em uma panela em fogo alto a outra metade do azeite, o alho e a cebola, nessa ordem; adicione os tomates e as azeitonas e refogue. Junte a outra taça de vinho, o restante do caldo de carne, prove o sal e deixe ferver até quase secar. Isso não demora mais de 4 minutos: o tomate ainda tem que ficar em pedaços.
3. O macarrão já está cozido? Ótimo. Escorra e coloque na fôrma pirex que estava no forno, junto com o molho de tomates. Misture delicadamente, decore com folhinhas de manjericão e as lascas do parmesão. A receita original leva oregano, mas não sei por que acho que ficou melhor sem. Pode ser levado de novo ao forno para dar aquela gratinadinha final.
Eu adorei, e espero que gostem!
Até a próxima!
PS: Sandra, você está INTIMADA a postar a receita daquela musse de chocolate. Que coisa divina é aquela, meu Deus??
Depois de muitos convites, combinações e furos, conseguimos fazer uma pequena reunião e matar um pouco da saudade dessas Euviras queridas. O acaso resolveu dar uma mãozinha: essa sexta feira estava tranquila e eu queria um pretexto para fazer, mais uma vez, a receita “premiada” de macarrão com berinjela que me mandaram no Intercâmbio de Receitas. Aí a Mercedes apareceu nos emails e terminamos combinando.
Vocês sabem. Não é chato fazer comida só pra si e nem dá preguiça, é que não dá motivação. Vocês acham que eu abro uma garrafa de vinho pra tomar todinha, só eu? É claro que (sim) não, né? No caso do vinho, a companhia pelo menos serve para a gente dividir a culpa.
Mas voltando ao macarrão. Na quinta feira à noite eu vou procurar a receita (sim, eu sou organizada) e percebo com apreensão que a dita cuja não estava onde eu pensei que estivesse (é, pelo menos eu acho que sou organizada). Aí montei uma operação de guerra e mandei uns 20 emails, pedindo a receita pra quem eu me lembrava de ter enviado. É claro que ninguém guardou a receita, e por sorte acabei achando a preciosidade em outro computador.
Assim, para evitar que se perca irremediavelmente, vou postar a receita. É muito simples, barata e pode ser opção para refeição com um único prato!
Ah, e não vai carne!
Ingredientes: (quantidades para seis pessoas)
1 pacote e um quarto de macarrão penne (sugestão – use o tricolor)
1 berinjela grande
1 ricota fresca
½ xícara de uva passa branca e ½ xícara de uva passa preta
1 xícara de azeitonas sem caroço
1 xícara de azeite de oliva
6 tomates pelados e picados em cubinhos não muito pequenos, 1 cebola picada, 3 a 4 alhos picados
1 xícara de caldo de carne
2 taças de vinho branco
manjericão
parmesão em lascas
Modo de fazer
1. Junte as uvas passas em uma panela e adicione uma taça de vinho. Deixe ferver até quase secar. Em um pirex fundo, coloque a berinjela cortada em cubinhos (eu descasco mas deixo umas tiras da casca porque fica bem bonitinho e o sabor é legal), a ricota esfarelada, as uvas passas com o fundinho de vinho, metade do azeite e metade do caldo de carne. Prove o sal. Misture bem e leve ao forno por uns 15 minutos, ou até a berinjela murchar e o caldo quase sumir.
2. É hora de ligar o fogo para a água do macarrão. Enquanto isso, junte em uma panela em fogo alto a outra metade do azeite, o alho e a cebola, nessa ordem; adicione os tomates e as azeitonas e refogue. Junte a outra taça de vinho, o restante do caldo de carne, prove o sal e deixe ferver até quase secar. Isso não demora mais de 4 minutos: o tomate ainda tem que ficar em pedaços.
3. O macarrão já está cozido? Ótimo. Escorra e coloque na fôrma pirex que estava no forno, junto com o molho de tomates. Misture delicadamente, decore com folhinhas de manjericão e as lascas do parmesão. A receita original leva oregano, mas não sei por que acho que ficou melhor sem. Pode ser levado de novo ao forno para dar aquela gratinadinha final.
Eu adorei, e espero que gostem!
Até a próxima!
PS: Sandra, você está INTIMADA a postar a receita daquela musse de chocolate. Que coisa divina é aquela, meu Deus??
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